Guia Prático III – Como Coser Um Gibão (Parte II)

Due to this article’s length, I thought it wise to publish the English and Portuguese versions separately. For the English version, please click here.

Esta é a segunda parte do guia passo-a-passo do alfaiate histórico Rob Chave como desenhar e coser um gibão, tendo por base o meu próprio gibão. Esta parte aborda a montagem do forro interior em linho, e o processo de junção dos diferentes painéis uns aos outros. Podem ler a Parte I aqui.

15 – O linho para o forro é cortado toscamente à medida, com alguma margem. Dado ter sido pré-lavado, é necessário engomá-lo. Começa-se por borrifar levemente o linho com água e depois pressiona-se até estar quase seco. Depois é deixá-lo durante algum tempo até estar completamente seco (o linho absorve a humidade e incha durante esta fase, por isso é necessário assegurar que o pano está absolutamente seco antes de o cortar de forma cuidada).

16 Alfineta-se o linho à tela em alguns locais. É necessário ser gentil de modo a evitar abrir pequenos buracos no tecido.

17 – Agora aparam-se as arestas seguindo o mesmo processo utilizado para o forro exterior. Neste caso, a margem é de cerca de 10mm, o que encurva ligeiramente as margens de costura em vez de as ter com o mesmo comprimento no interior. Mais uma vez, os V’s e as linhas são aparados à volta de todas as curvas para as dobrar sob si mesmas.

18 – Começa-se a dobrar o linho sob si mesmo para combinar com as bordas do forro exterior da forma mais limpa possível. É ideal tentar deixar visíveis cerca de 5mm de forro exterior à volta das bordas da peça de vestuário.

19/20 – O forro de linho alfinetado ao longo de todas as bordas de cada painel.

21 Prende-se o fustão para forrar o colarinho, tal como nos outros painéis, mas ainda permitindo a forma enrolada do colarinho. Para os painéis principais do corpo, o linho não precisa de ser tão pequeno, mas no colarinho irá notar-se se o forro exteruor e o revestimento interior forem cortados exactamente do mesmo tamanho.

22 – Depois de se prender tudo, substituem-se os alfinetes com simples , bastando para isso alinhavar (fixar com pontos temporários) os painéis de linho ao resto da peça. Isto permite que os bordos do forro sejam pressionados para os endireitar, o que faz uma grande diferença para a limpeza do acabamento.
Note-se que também coloquei um par de pontos em vários locais para marcar pontos que quero alinhar:
-As aberturas do braço no tronco são marcadas com pontos a meio caminho;
-A manga é marcada com o ponto de costura do ombro, ponto de costura inferior do braço, e um ponto a meio caminho entre os dois (o ponto a meio caminho na abertura traseira do braço fica alinhado com a costura posterior da própria manga);
-O colarinho é marcado onde se junta à costura do ombro.

23 É finalmente altura de começar as costuras. Prefiro usar molas para manter as peças unidas em vez de as alfinetar. Como os alfinetes têm de atravessar muito material, a tensão pode causar marcas visíveis no forro exterior, e a própria costura acabará por ficar curvada de forma não intencional. Pessoalmente, tendo a preferir começar por encaixar as peças da saia às do corpo.

24 Começa-se com o nó entre o forro e a tela, seguindo-se um ponto único para fixar tudo no mesmo lugar Faço o primeiro ponto ligeiramente afastado da borda, depois um ponto na borda, e depois repito. Este processo permite-me puxar e apertar bem a costura sem haver fendas nas intersecções entre as costuras.

25 Continua-se em ponto de chicote ao longo da junta.

26 Uma perspectiva da costura resultante.

27 Depois de os painéis da saia estarem unidos ao tronco, repito o mesmo processo para as costuras laterais e para as costuras dos ombros.

28 Meio torso. O bom corte do padrão e a entretela permitem à peça manter bem a sua forma.

29 – Agora encaixa-se o colarinho ao corpo. Prefiro montar completamente cada lado do corpo antes de fazer a costura traseira de uma só vez. Ao fazer isto, torna-se mais fácil colocar a ponta do colarinho no seu lugar. Desta forma é possível fazer a costura de trás com as juntas de cada peça do colarinho alinhadas com precisão.

CONTINUA NA PARTE III, AQUI

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